No
Brasil é, assim, todos fingem ser modernos mediante as diversas situações que
algum tempo atrás eram tidas como ilegais. No nosso pais, todos dizem não ser
preconceituosos, homofóbicos e racistas, mas, sabemos que a hipocrisia rodeia
nosso meio e que o brasileiro é conservador e vê as diferenças como algo ruim e
prejudicial.
O
que a maioria mostra é a forma mais aceita, se todos estão fazendo é tido como
correto, mesmo que fira a dignidade do próximo. No cenário nacional, vemos com
indignação a atuação descontextualizada do pastor Marco Feliciano. Este foi
escolhido para representar os direitos humanos, mas, o que se vê é um jogo de gato e rato no
ministério. De um lado, um cara que admite ser homofóbico e racista e do outro,
ativistas inconformados com a escolha de um individuo como esse.
É
nessas situações que podemos dizer que o Brasil está perdido, não é tentar ser
o falso moralista, mas, é entender que nosso país só cumpre protocolo e não
pensa na sociedade quando realiza suas escolhas. Pelo que vimos, não houve um
senso nessa escolha, não pensaram em uma pessoa que pudesse representar a
todos, sem rótulos, sem preconceitos, afinal defender os direitos humanos é
estar além do simples julgamento do próximo, é se importar com outro no intuito
de promover o bem, algo que não se nota no pastor.
No nosso
país é assim, tudo fica pelo dito e ponto, e não é diferente com a defesa dos
direitos das minorias. Precisamos entender que não somos iguais e, por isso,
devemos aceitar o outro como ele é, e não como gostaríamos que fosse.
Infelizmente, o brasileiro ainda sofre da síndrome do pós guerra, pré julgando
aquele que acha inferior seja pela condição social, racial ou mesmo pela
orientação sexual.
É
necessário varrer de nosso contexto os diversos tipos de preconceitos, e o meio
mais viável é criar punições mais severas contra esses absurdos que vemos
diariamente. É importante criar leis que visem a punição exemplar das pessoas
que se julgam superior e, por isso, cometem atrocidades inaceitáveis contra os
grupos que consideram como inferiores.
Chega de achar que tudo tá legal, porque não tá, estamos em pleno século 21, o
preconceito está fora de moda há milênios, chegou o momento de promovermos o
bem coletivo e compreender que para viver em sociedade é primordial que
respeitemos o outro, não porque as leis dizem, mas, porque somos seres
racionais, embora, alguns não pareçam ser.


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