terça-feira, 16 de abril de 2013

Respeito ao próximo: isso existe no Brasil?


No Brasil é, assim, todos fingem ser modernos mediante as diversas situações que algum tempo atrás eram tidas como ilegais. No nosso pais, todos dizem não ser preconceituosos, homofóbicos e racistas, mas, sabemos que a hipocrisia rodeia nosso meio e que o brasileiro é conservador e vê as diferenças como algo ruim e prejudicial.
O que a maioria mostra é a forma mais aceita, se todos estão fazendo é tido como correto, mesmo que fira a dignidade do próximo. No cenário nacional, vemos com indignação a atuação descontextualizada do pastor Marco Feliciano. Este foi escolhido para representar os direitos humanos, mas,  o que se vê é um jogo de gato e rato no ministério. De um lado, um cara que admite ser homofóbico e racista e do outro, ativistas inconformados com a escolha de um individuo como esse.
É nessas situações que podemos dizer que o Brasil está perdido, não é tentar ser o falso moralista, mas, é entender que nosso país só cumpre protocolo e não pensa na sociedade quando realiza suas escolhas. Pelo que vimos, não houve um senso nessa escolha, não pensaram em uma pessoa que pudesse representar a todos, sem rótulos, sem preconceitos, afinal defender os direitos humanos é estar além do simples julgamento do próximo, é se importar com outro no intuito de promover o bem, algo que não se nota no pastor.
No nosso país é assim, tudo fica pelo dito e ponto, e não é diferente com a defesa dos direitos das minorias. Precisamos entender que não somos iguais e, por isso, devemos aceitar o outro como ele é, e não como gostaríamos que fosse. Infelizmente, o brasileiro ainda sofre da síndrome do pós guerra, pré julgando aquele que acha inferior seja pela condição social, racial ou mesmo pela orientação sexual.
É necessário varrer de nosso contexto os diversos tipos de preconceitos, e o meio mais viável é criar punições mais severas contra esses absurdos que vemos diariamente. É importante criar leis que visem a punição exemplar das pessoas que se julgam superior e, por isso, cometem atrocidades inaceitáveis contra os grupos  que consideram como inferiores. Chega de achar que tudo tá legal, porque não tá, estamos em pleno século 21, o preconceito está fora de moda há milênios, chegou o momento de promovermos o bem coletivo e compreender que para viver em sociedade é primordial que respeitemos o outro, não porque as leis dizem, mas, porque somos seres racionais, embora, alguns não pareçam ser.

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